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Minha pretinha…
1 de abril de 2009
Hoje uma estrelinha se apagou em minha vida. Uma das minhas melhores e mais leal amiga morreu: minha pintcher Miuxa.

Não me lembro do dia que ela chegou em casa. Apenas me lembro que eu tinha 9 anos e meu pai, para fazê-la parar de chorar, a trouxe dentro do bolso da camisa. Ela era tão pequenina, uma filhote foufa! Minha mãe conta que eu estava numa gripe danada, e quando meu pai chegou ele disse: “Mi, trouxe uma coisa pra vc!!”. E eu, no alto da minha fanhice: “O que ‘bai’, o que vc trouxe?”.
E ele me mostrou aquela que seria a minha bonequinha! Depois de crescidinha, eu brincava de casinha com ela, a vestia com as roupas das minhas bonecas… Ela sempre dormiu comigo, passeou comigo e na maioria das vezes, eu era a única que conseguia tirá-la da casinha sem que ela avançasse!

Nunca vou esquecer das correrias que ela fazia atrás das pombas na rua, de sempre morder o calcanhar de quem saía de casa, de correr atrás da minha toalha de banho… A gente se divertiu com ela!
Passados 16 anos, ela estava bem velhinha e bem debilitada. Os cães não deveriam envelhecer, a idade pode ser muito cruel com eles… Já não enxergava mais, tinha problemas nas perninhas, não tinha alguns dentes… Mas nunca deixou o stress, que caracteriza os pintchers, de lado!

Na madrugada deste dia 01, ela teve uma crise, algo que a gente já via visto acontecer, mas que dessa vez foi forte. Uma da manhã, minha mãe e meu pai a levaram no veterinário, era desesperador ver aquela coisinha gritando de dor. Passados uns 20 minutos, meu pai me ligou e disse que, infelizmente, já não havia mais nada que se fazer, ela teve um probleminha que não lembro o nome, acho que é taquivalgia, não estou certa, e seus órgãos foram parando de funcionar. Doença de animal velho mesmo. O veterinário disse que até poderíamos esperar, mas ela não passaria daquela manhã, e o pior, iria agonizar até a morte. Optamos por sacrificar…

E nesta noite ninguém dormiu. Nunca choramos tanto. Realmente eu não sei o que é perder uma pessoa querida, felizmente isso nunca me aconteceu. Mas perdi a Miuxa, que pra mim era um membro desta família. Muita gente pode até dizer que é drama, que triste seria perder uma pessoa. O que eu digo é que vcs não sabem o que é ter um animalzinho que te espera todos os dias, que tem nas suas mãos a maior felicidade da vida dele. A Miuxa era assim.
Acho que o mais triste foi chegar do serviço, olhar no cantinho dela e não ver sua caminha (minha avó tirou para evitar mais sofrimento), olhar todas as roupinhas que compramos e fizemos e se perguntar quem vai usar. Um vazio tomou conta de mim, aquela dor de pensar que agora não vou mais ouvir aqueles latidos irritantes.
Animais não tem espiríto, apenas alma, por isso quando morrem acabam ali. Quando eu era pequena assisti um desenho chamado Todos os cães merecem o céu, e eles frizavam bem sobre o chamado “Céu dos Cachorros”. Acredito muito nisso, e me ajuda a imaginar que ela está muito bem e feliz agora, rejuvenescida!
O que me conforta é saber que ela viveu bem, e viveu muito, afinal 16 anos não é pra qualquer um! Nunca sofreu, pq sempre tomamos as devidas precauções com saúde e tals. Se sofreu, foi apenas perto de sua morte, e tenho a certeza que tomamos a decisão mais correta para amenizar sua dor.
Neguinha, você vai ser sempre minha bonequinha! Obrigada por ser tão leal com esta família! Aonde você estiver, quero que saiba que vou te amar eternamente!


